O que são ETFs? Veja 4 motivos para investir

O investimento em ações através de ETFs permite que o investidor receba dividendos e participe do crescimento do patrimônio conforme o preço do ativo sobe. Lorena Gonzales, do canal lore.invest, explica que comprar uma ação é um processo técnico simples, realizado através de um botão de compra na corretora. No entanto, existe a opção de delegar a decisão de quais ativos comprar para profissionais ou algoritmos, o que introduz o conceito de fundos de investimento. Um exemplo citado é a Berkshire Hathaway, gerida por Warren Buffett, que funciona como uma cesta de ativos contendo empresas como Apple e Domino’s.

Para quem busca essa mesma lógica de “cesta de ativos” mas deseja maior facilidade de negociação, surgem os ETFs (Exchange Traded Funds), ou fundos negociados em bolsa. De acordo com o conteúdo de Lorena, a principal diferença é que o ETF é negociado como se fosse uma ação comum, com taxas de administração reduzidas e diversificação automática.

A lógica dos índices e a gestão passiva

O funcionamento de um ETF está atrelado a um índice de referência, que serve como uma regra para determinar quais ações comporão o fundo. No Brasil, o índice Bovespa (Ibovespa) é o principal termômetro da bolsa, reunindo as empresas mais negociadas e importantes do mercado nacional. O ETF conhecido como BOVA11 replica esse índice, contendo empresas como Vale, Petrobras, Itaú e Weg.

Lorena destaca a diferença entre os modelos de gestão:

  • 1 – Gestão passiva: O fundo utiliza um algoritmo para replicar exatamente a composição de um índice, sem a intervenção constante de um gestor humano para escolher ativos individuais.
  • 2 – Gestão ativa: Uma equipe de gestores toma decisões de compra e venda baseadas em análises próprias, visando superar o mercado.

Sobre essa distinção, a especialista afirma:

Um ETF que replica um índice é o que a gente chama de gestão passiva.

Vantagens competitivas e custos

Os custos de investir em ETFs de gestão passiva são significativamente menores. Enquanto fundos de gestão ativa costumam cobrar taxas a partir de 1% ao ano, os ETFs passivos apresentam taxas que variam entre 0,15% e 0,25% ao ano. Essa economia impacta diretamente a rentabilidade de longo prazo do investidor.

Lorena elenca os principais benefícios desta modalidade:

  • 1 – Diversificação imediata: Com apenas um ativo, o investidor se expõe a dezenas ou centenas de empresas diferentes.
  • 2 – Custos baixos: As taxas de administração são reduzidas em comparação a fundos tradicionais.
  • 3 – Praticidade: A negociação ocorre diretamente no ambiente da bolsa de valores.
  • 4 – Imunidade ao fator humano: Por seguirem índices predefinidos, os ETFs passivos não sofrem com decisões precipitadas ou emocionais de gestores.

A investidora reforça este ponto ao dizer:

Com um único ativo você tem uma exposição a várias empresas.

Dividendos e reinvestimento automático

Uma característica específica dos ETFs listados no Brasil é o tratamento dos dividendos. Diferente das ações individuais, onde os lucros caem diretamente na conta da corretora, nos ETFs brasileiros os dividendos são reinvestidos automaticamente no próprio fundo. Isso reflete no aumento do valor da cota proporcionalmente ao lucro distribuído pelas empresas que compõem o índice. Para Lorena, esse processo é conveniente para quem busca acumulação de patrimônio sem a necessidade de gerir manualmente pequenos pagamentos.

Exemplos práticos e carteira de Lorena

No mercado brasileiro, o IVVB11 é um exemplo de ETF que replica o S&P 500, o índice das 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Investir neste ativo permite que o brasileiro dolarize parte de seu patrimônio, pois se o dólar subir, o valor do investimento em R$ também tende a aumentar.

Lorena compartilha exemplos de sua própria carteira, ressaltando que não são recomendações:

1 – PSP5: ETF negociado no exterior que replica o S&P 500.

2 – PUST: Foco em empresas de tecnologia da Nasdaq.

3 – HASH11: ETF que replica o índice de criptoativos da Nasdaq, incluindo Bitcoin e Ethereum.

Sobre a escolha entre ações e ETFs, a especialista pondera:

Investir em ações individuais exige pesquisar muito bem e acompanhar cada empresa individualmente.

Como realizar o investimento

Para investir, o processo é intuitivo através de aplicativos bancários ou corretoras, como exemplificado com o Nubank. O investidor deve acessar a área de investimentos, selecionar a bolsa de valores e buscar pelo código do ETF (como IVVB11 ou BOVA11). Após definir a quantidade de cotas, a operação é concluída com a senha pessoal. Lorena ressalta a importância de entender o índice subjacente e verificar a taxa de administração antes de aportar capital. Atualmente, existem ETFs para diversos perfis, desde os mais conservadores em renda fixa até os mais voláteis, como os de mercados emergentes ou criptomoedas.

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